Anhangüera dá Samba XXXV
Acertamos em cheio; foi uma patada a apresentação de Douglas Germano, dia 30 de abril passado.
- Um gênio! Gênio!, era o que mais se ouvia naquela noite.
Poucas vezes vi, no Anhangüera, tanta gente boa junto. Douglas tratou de arrastar todos os bons sambistas de São Paulo pro Bom Retiro. Todos seus amigos e admiradores do seu trabalho. Eu, que fiquei no caixa devido à impossibilidade de meus pais estarem presentes, via tudo de longe, e não raro alguém vinha me parabenizar pela escolha do convidado. Houve um momento em que um senhor veio se apresentar; era o pai do Douglas, e a pedido do filho foi lá falar comigo. Ficamos, depois do samba, bebendo as poucas cervejas que sobraram.

A roda foi pegada do começo ao fim - há dias em que o time resolve jogar muito. Depois de uns quinze sambas apresentados pelo Germano, eis que Paulinho Timor, num lampejo definitivo, soltou, ao microfone:
- Douglas, agora canta aí um samba mais ou menos. Só um!
Essa frase sintetiza a competência de Douglas Germano. Quem não o conhecia ficou abismado com a qualidade de seu repertório autoral.
Pra ficar mais bonito ainda, a grande cantora Dulce Monteiro, do Bando Afro Macarrônico, se juntou à Railídia Carvalho no coro. E as duas, mais o homem, não precisavam de mais nada. Acho mesmo que há poucos que seguram uma roda de samba como Douglas Germano - são raríssimos os que dominam esta arte. Eis aí um compositor muito acima da média; um bamba de quatro costados; um extraordinário, musical e pessoalmente.
Confiram aí. A noite foi inteira nessa toada:
- Um gênio! Gênio!, era o que mais se ouvia naquela noite.
Poucas vezes vi, no Anhangüera, tanta gente boa junto. Douglas tratou de arrastar todos os bons sambistas de São Paulo pro Bom Retiro. Todos seus amigos e admiradores do seu trabalho. Eu, que fiquei no caixa devido à impossibilidade de meus pais estarem presentes, via tudo de longe, e não raro alguém vinha me parabenizar pela escolha do convidado. Houve um momento em que um senhor veio se apresentar; era o pai do Douglas, e a pedido do filho foi lá falar comigo. Ficamos, depois do samba, bebendo as poucas cervejas que sobraram.
A roda foi pegada do começo ao fim - há dias em que o time resolve jogar muito. Depois de uns quinze sambas apresentados pelo Germano, eis que Paulinho Timor, num lampejo definitivo, soltou, ao microfone:
- Douglas, agora canta aí um samba mais ou menos. Só um!
Essa frase sintetiza a competência de Douglas Germano. Quem não o conhecia ficou abismado com a qualidade de seu repertório autoral.
Pra ficar mais bonito ainda, a grande cantora Dulce Monteiro, do Bando Afro Macarrônico, se juntou à Railídia Carvalho no coro. E as duas, mais o homem, não precisavam de mais nada. Acho mesmo que há poucos que seguram uma roda de samba como Douglas Germano - são raríssimos os que dominam esta arte. Eis aí um compositor muito acima da média; um bamba de quatro costados; um extraordinário, musical e pessoalmente.
Confiram aí. A noite foi inteira nessa toada:
EM TEMPO: Saiu matéria sobre o Anhangüera dá Samba! na Carta Capital, aqui. Agredeço aos jornalistas e grandes amigos Lucas Conejero e André Carvalho.